Autoestima: Quais são seus detalhes favoritos?

Quando a equipe de Bepantol me convidou parar participar da sua nova campanha, #detalhesimportam, eles me perguntaram: “Carla, quais são os detalhes que você mais gosta em você?”. É engraçado isso. Na mesma hora eu percebi que eu nunca tinha parado verdadeiramente para prestar atenção no que eu mais gostava em mim mesma e tive a sensação de que nós, mulheres, somos sempre ensinadas a pensar no que temos de ruim para corrigir e não no que amamos para cuidar. Já perceberam? Por isso foi tão legal receber esse questionamento e parar para dar atenção aos detalhes que amo em mim.

A verdade é que, depois do “susto”, não precisei de muito tempo para pensar nos meus cabelos: a grande e revolucionário descoberta sobre mim mesma dos últimos anos! Depois fiquei pensando em mais coisas que eu curtia no meu corpo, detalhes que a gente não costuma compartilhar. Lembrei das minhas orelhas, que têm um desenho bonitinho, dos meus cílios grandes, do sorriso largo e das minhas canelas! Sim, gente, das minhas canelas. Enquanto muita gente ama seus joelhos, eu tenho um xodó especial pelas canelas (a conexão direta pros pés, onde amo ostentar minha coleção de tênis).

É que não importa muito o quão inusitada e ~diferentona é a parte de você que é sua queridinha. Detalhes importam e são esses detalhes que você tem que usar se sentir melhor, pra você se sentir mais bonita, pra se sentir você mesma. Ressalte aquilo que você tem de bom, são nesses detalhes que fica guardado o tal do amor próprio, viu?

E essa é a toda a proposta de Bepantol: da gente cuidar das áreas que precisam de atenção especial, porque são especiais pra gente. Aliás, Bepantol é aquele tipo de produto que a gente nem precisa dizer o quanto é maravilhoso, porque todo mundo conhece e concorda – e é mesmo um super hidratante. De quebra, é uma marca amor que ouve suas consumidoras sempre e foi adaptando e desenvolvendo novos produtos de acordo com o que a internet pedia (e sugeria de novos usos). O bom é que tem o versões do Bepantol (creme, líquido, spray e pros lábios) perfeitas para cada detalhe (que importa) do nosso corpo.

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E aí? Vamos em busca desse amor próprio escondido na gente?

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Onde comprar o tênis de luzinha no Brasil

O nosso amor por tênis é declarado. Além do extremo conforto, já foi tempo que os tênis tinham carinha de colégio ou só serviam pra esportes. Hoje, até o tênis mais atlético tem design moderninho, fazendo com que a gente tenha mega desejo por ele e, de fato, use no dia-a-dia. O sportswear tem feito parte de muitas de nossas escolhas de moda e mais uma vez é uma referência direta aos anos 90. Se você ainda não está cansada de viver em uma espécie de anos 90 Parte II da moda, deve ser mais uma (com a gente aqui incluída nesse grupão) que está surtando com o tênis de led, o tênis de luzinha: da nossa infância diretamente para a vida adulta.

pisca pisca

Sim! Eles estão de volta e a vontade de usar já está nos consumindo. A verdade verdadeira é que o tênis de luzinha já estava “acontecendo” na gringa, mas bastou os atletas britânicos usarem eles no encerramento das Olimpíadas que a busca por tênis de led aumentou em 605% na internet. A notícia boa é que os tênis já começam a ser vendidos aqui, e agora não precisamos mais ficar atrás de site gringo pra ter o nosso.

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No dia 15 de Setembro o Schutz Lights On vai ser lançado nas lojas, mas você já pode garantir a pré-venda no site, por R$520,00. A Vizzano também já mandou avisar que o modelo chegará às lojas em Outubro. A gente fica ~~no aguardo para que mais marcas brasileiras corram para fazer suas versões com preços mais amor. Né?

Agora é só esperar um pouco pra ver as noites ainda mais iluminadas. E vocês, o que acharam dessa nova febre do tênis de luzinha?

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2016 e a insistência nos clichês sobre a beleza da mulher brasileira

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Quando a gente recebe um questionamento desse tipo por inbox, não dá pra ficar sem dizer nada, né? Até porque a gente concorda com a Beatriz: não, ela não representa toda a beleza da mulher brasileira. É muito triste que em 2016, depois de tantas discussões sobre a violência de se estabelecer padrões de beleza e tanta conversa sobre amor próprio e auto-estima – sem falar nos muitos caminhos “alternativos” abertos através de muita luta e dor feminina – ainda tenhamos que lidar com esse tipo de ~matéria nas revistas.

Por aqui, como estamos cercadas de mulheres feministas (de todas as correntes) e interagindo o tempo todo com gente empoderada e empoderadora, muitas vezes cometemos o erro de não comentar uma ou outra coisa que achamos absurdas em revistas de moda e beleza, simplesmente por achar que são tão fora da nossa realidade que não valem a nota. Mas o erro é nosso, sabem? Temos que falar sim e bater nas mesmas teclas incontáveis vezes. Precisamos que mais pessoas façam questionamentos para que, daqui a 10 anos, não haja a necessidade de falar a respeito.

Durante muito tempo, as publicações de moda e beleza foram as grandes lançadoras de tendências, as definidoras do que é ou não bonito, as que estabelecem o que deve ser ou não parte das obrigações femininas, as que colocam no papel a teoria e a prática do que é ser mulher no nosso século. As revistas de moda e beleza estão aí para reafirmar os padrões e lucrar com eles.

Só que a gente está muito cansada de ouvir e ler como deveríamos ser, o que deveríamos fazer, como deveríamos nos comportar. Estamos cansadas de ver retratada uma beleza ideal que é muito diferente da nossa e impossível de ser alcançada. Mais do que isso, estamos muito cansadas de sermos representadas pela nossa ~beleza quando temos tantas outras qualidades mais legais e mais importantes.

Então, não a Izabel Goulart não representa toda a beleza da mulher brasileira. Achar que uma só mulher representa toda a nossa beleza é tão ultrapassado, é uma forma tão boba (preguiçosa?) de falar sobre a mulher brasileira. É ainda pior usar as Olimpíadas como argumento.Em um momento em que poderiam estar exaltando as nossas atletas, colocar uma modelo internacional na capa como representante das nossas mulheres é preguiçoso, é dizer veladamente que não importa o quanto você tenha sucesso no seu campo de atuação, o mais importante é que você seja linda.

E não estamos falando só da “Glamour”, não, é porque esse foi o exemplo da leitora, são muitas as publicações que fizeram isso, sem se questionar.

E é disso que a gente ‘tá cansada do discurso velho, da mentalidade ultrapassada que ainda alcança muitas mulheres e atrapalha muito da luta pela nossa sanidade. A verdade é que a gente não espera que as revistas mudem de comportamento. O que desejamos é que esse comportamento seja cada vez mais questionado e que mais mulheres procurem outras fontes de informação sobre moda e beleza, sem um discurso violento.

Isso depende da gente também, viu? De mudar o nosso comportamento, de parar de compartilhar os “closes errados”, de parar de tornar viral matérias opressoras (mesmo que elas venham acompanhadas com suas críticas) e, no lugar disso, compartilhar e dar visibilidade a matérias realmente incríveis, com representatividade e em prol da auto-estima. Porque tem muita revista opressora por aí se dando muito bem com as polêmicas criadas.

Ao mesmo tempo, mesmo que pareça incoerente, a gente acha que temos sim que apontar os erros e as besteiras que os veículos falam e divulgam como verdades absolutas. A questão aqui é que para equilibrar a balança, que tal nos empenharmos em também celebrar a galera que ‘tá falando muita coisa boa?

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Tendências: Tudo que as meninas de 20 e poucos estão amando vestir

Anota aí: em tempo de muito enjoo com a moda produzida, de uma desanimação coletiva com as fast fashion e de uma enxurrada de micro-tendências que a gente mal dá conta, quem anda ditando o que vamos ter vontade de usar em breve é a geração Z. Sim, são as garotas que nasceram no final dos anos 90 e início dos ’00s que estão inovando e arrasando nos looks, e consequentemente criando um desejozinho nas modas.

Afinal, essas garotas estão buscando muita identidade através da moda, com peças mais exclusivas, reaproveitadas e quase recicladas de brechós e armários “mais velhos”. A parte boa é que tem muito disso aí que você já deve ter guardado ou pelo menos já usou em algum momento da sua vida – se você é nascida pré-anos 90, claro. Por isso, aqui vai uma listinha dos itens-chave dessa geração:

✧ Boné

Já tivemos a era de aba reta, mas agora as apostas são nos bonés de aba curva no maior estilo baseball. E já foi tempo que esse era um acessório “dos meninos”, né? As minas tomaram conta e usam com o maior estilo pra complementar aquele look bem Kylie Jenner (não tem como falar de geração Z e não citá-la) – mas também poderíamos dizer que é um look bem Carla Lemos, não acham? ;)

✧ Jaquetas de Pelúcia

Vai dizer que nesse inverno você não notou uns casacos e jaquetas peludinhos por aí? Aqui a gente não tem tanta oportunidade de usar, mas basta cair a temperatura que a gente já separa aquela peça mais babado do armário pra causar por aí. Tem um quê de decadente, de garimpado em brechó, de groupie dos anos 60 que a gente a-ma.

✧ Bomber

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Se for de cetim é melhor ainda, né? O modelo de jaqueta que conquistou o coração de todas as gerações. Agora cada vez mais lindas e cheias de frases girl power politizando toda uma sociedade mesmo que por “acaso”. ♥

Colares fininhos

As minimalistas amam e quem gosta da coisa mais exagerada é só se jogar nas camadas. É delicado mas nada bobinho e pode ser o diferencial de um look mais básico. Bombou demais nos anos 90, principalmente os em formato de Y.

✧ Argolas

SIM! Ta aí um item que passou gerações e voltou com tudo. Das mais finas as mais grossas – bem no estilo hip-hop de ser. O importante é ser das grandonas e aparecer MESMO. E se você duvida da volta dessa tendência, é só dar uma olhada nas fextinhas (ou assistir The Get Down) pra ver que elas tão que tão.

✧ Lenços

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Finalmente conseguimos desenterrar aqueles lenços que a gente não fazia ideia de como usar de forma legal. Tanto os de tecidos mais finos como as bandanas com estampas Paisley andam tomando conta da galera nas mais diversas amarrações, mas principalmente no pescoço.

✧ Jardineira

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Peça que toda criança dos anos 90 foi obrigada a usar e hoje a gente AMA. Como não amar a praticidade de vestir no máximo duas peças e ainda assim continuar com muito estilo, não é mesmo?

✧ Maiôs

Não é só nas praias que eles passeiam não. Apesar de não ser das peças mais práticas, os maiôs e bodies estão ganhando destaque com designs mais legais e descolados. Na noite carioca nem se fala! É cada estampa e recorte mais lindo que o outro e você já sai da balada pronta pra um mergulho no mar.

✧ Calça de cintura alta

Cintura alta é a saída pra reinventar aquele look que você ama, mas está cansada de usar do mesmo jeito. Dá uma acinturadinha e pra quem tem dificuldade em achar cintura alta de tamanhos além do 42, vale procurar nas araras masculinas (#dicadoamor). As calças masculinas ficam maiores na gente – conseguimos a nossa cintura alta e de quebra uma referência toda descontraída, bem boyfriend.

✧ Tênis

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A gente já tem nossa musa dos tênis há muito tempo por aqui – tem até um post com 48 looks só da Carla com eles. Os tênis num geral têm dado muita rasteira nos saltos (risos) por aí, graças a deusa a gente preza por conforto e sem perder o estilo – mesmo nas noites! Dos estampadões até os clássicos brancos, eles estão nas ruas e vão bem com qualquer escolha de roupa e trazem um toque mais urbano para o conjunto.

‘Cês notaram como as peças conforto chegaram com tudo? Isso é bem lindo, porque é mais uma barreira quebrada entre a obrigação da mulher ser feminina e usar todo aquele pack de coisas desconfortáveis que só faz a gente ficar de muito mau humor. Independente das tendências a gente tem que se vestir com o que se sente bem e é isso que a nova geração tem trazido pra sociedade.

Conta pra gente qual item dessa listinha é seu preferido. Ah! E claro, mostra pra gente lá no #modicesinspira.

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