Comportamento

Desconstruindo a silhueta: Uma forma de empoderamento

16 de fevereiro de 2016

Comentários

  • Giovanna Airoldi

    Olha, vou ser polêmica: essa desconstrução de silhueta é o oposto de empoderamento pra mim. Eu só uso saião, camisetão, roupa larga. Adoro e virou meu estilo. Mas também me prendi a esse jeito de me vestir. Comecei a usar roupas mais largas porque estava cansada de sair com as pernas de fora ou com um decote e ser cantada e assediada na rua. Eu me sinto protegida embaixo das minhas roupas largas, e, no fundo, isso me deixa meio triste. Desaprendi a botar qualquer coisa acima dos joelhos ou que marque minha bunda, me sinto exposta e sei que vai vir algum macho desagradável interferir no meu espaço. Sei lá. Nunca usei decote ou roupa justa esperando validação masculina. Mas uso, sim, roupa larga e “silhueta desconstruida” pra me esconder de homem.

    • Izabele Renata

      Temos um paradigma aqui, não sei o que dizer mais.

    • Raquel Bandeira

      Muito boa a sua problematização. Sinto muito por saber que você limita o que veste pelo medo, mas te entendo. Espero que algum dia todas as mulheres possam usar o que quiserem (justo ou largo, curto ou comprido) sem se preocupar com o medo ou com o julgamento.

  • a isa

    oi, nina, adorei a matéria! mas senti falta de mulheres negras nas fotos…

  • Maria Cláudia Senna

    Acho lindo PODER usar esse tipo de roupa… considero empoderamento sim, porque o que esperam de nós é exatamente o oposto… e desafiar a lógica, o censo comum, as imposições bestas que nos fazem é a melhor sensação de PODER! Eu sou Arquiteta… e na minha área o glamour é o que mais conta, aparências, fachadas… já perceberam? Visual é o mais importante. Pensam assim: “se aquela arquiteta não sabe nem escolher uma roupa decente pra vestir, como pode ter bom gosto pra fazer a minha casa?”. Sério, é bem isso. Adoro ser eu mesma, ser diferente desse padrãozinho… adoro isso! ;)

    http://www.mariaclaudiasenna.com

  • Juliana Nogueira

    Nina, você sabe que na minha adolescência nos anos 90, senti inúmeras vezes repressão das amigas, porque ia pra balada de tênis, porque não estava maquiada com sombra prata..sempre fui considerada a patinho feio da turma. Depois que me tornei adulta, as pessoas me vêem com personalidade, “exótica” e fora dos padrões por usar roupas que estão fora das vitrines, roupas de que eu me identifico e gosto e uso com prazer (e muitas vezes ainda uso roupas pelo simples fato de estar na moda – confesso que ainda não sou 100% empoderada). Me casei há 1 ano, e na primeira prova do cabelo e maquiagem, tive estranhamento porque minha maquiagem era muito “pobrinha” pra uma noiva. “A noiva tem que brilhar mais que todo mundo”, o meu vestido (que na verdade foi saia e blusa) não era um tomara que caia ou sereia, como assim? “É o dia mais importante da sua vida, você tem que estar linda!” . As pessoas acham que o casamento é um dia pra se fantasiar: você nunca usou maquiagem e no dia do casamento faz uma make forte, coloca mega hair, usa salto 15 e se esquecem que “no dia mais importante da sua vida” você tem que estar bem, confortável e principalmente feliz.

  • Kalany Ballardin

    queria ver fotos de mulheres gordas usando esses exemplos! sinto que é um padrão que cai bem nas magras apenas :(