Comportamento

Como a gente mantém vivo o legado da Marielle?

Comments (3)
  1. Natália disse:

    Carla, me identifico completamente com sua angústia. A gente começou a plantar uma esperança nova 2016 e de repente, isso. A execução brutal que ainda quer dar um recado, quer executar também a esperança dos demais. Estive nas ruas, no dia da vigília e em outras manifestações, e de alguma forma me senti alentada de ver quanta gente compartilhou aquele momento. Melhor, na verdade, foi ver que as pessoas – mulheres e negras, em maioria – não se sentiram menores, desesperançosas e impotentes como eu me senti. Elas estavam lá dando o seu recado — não vão calar a ideia, não vão interromper a luta.

    Concordo completamente que precisamos ocupar os espaços e falar sobre isso. Eu, pessoalmente, sempre me interessei por ler, pensar, falar sobre política, nunca sobre fazer. Sempre pareceu tão distante. Essas estruturas partidárias, essas instituições esquisitas… sei não, sempre pareceu que meu papel era de espectadora, comentarista de twitter. Ver a Marielle ocupando esse espaço fez toda diferença e me sinto hoje responsável por de alguma forma contribuir pra que o legado dela permaneça e mais Marielles apareçam, mas me vejo perdida, sem saber como me mobilizar, em que direção, quais caminhos procurar.

    Se você puder, continue a divulgar mulheres e projetos para apoiarmos e atuarmos de forma mais presente. Faz toda diferença. :)

  2. Marise disse:

    O pior é ter a impressão de impunidade. A ideia que vai prevalecer a força do Brasil antigo, que não aceita escutar a voz do negro, do favelado nos espaços tradicionalmente ocupado pela elite e pelos pensamentos retrógrados. Precisamos lutar pela punição dos assassinos.

  3. Deivy disse:

    Vejo, hoje, muitos vídeos e postagens sobre a Marielle, que pelos projetos apresentados por ela, foi uma incrível vereadora e uma grande pessoa, que prezava o respeito de todos os cidadãos e os direitos dos mesmos como pessoas que fazem parte da sociedade. Mas fico triste ao lembrar que conheci uma pessoa tão incrível como ela, no dia do seu ASSASSINATO, e por incrível que pareça, fiquei doente logo em seguida e de cama por uma semana. Realmente, me abalei muito em saber sobre tudo isso, a nossa sociedade pode a qualquer momento estar caminhando para a beira de um precipício.

    http://www.blogdodeivy.blogspot.com

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