Comportamento

Desconstruindo a silhueta: Uma forma de empoderamento

Comments (7)
  1. Giovanna Airoldi disse:

    Olha, vou ser polêmica: essa desconstrução de silhueta é o oposto de empoderamento pra mim. Eu só uso saião, camisetão, roupa larga. Adoro e virou meu estilo. Mas também me prendi a esse jeito de me vestir. Comecei a usar roupas mais largas porque estava cansada de sair com as pernas de fora ou com um decote e ser cantada e assediada na rua. Eu me sinto protegida embaixo das minhas roupas largas, e, no fundo, isso me deixa meio triste. Desaprendi a botar qualquer coisa acima dos joelhos ou que marque minha bunda, me sinto exposta e sei que vai vir algum macho desagradável interferir no meu espaço. Sei lá. Nunca usei decote ou roupa justa esperando validação masculina. Mas uso, sim, roupa larga e “silhueta desconstruida” pra me esconder de homem.

    1. Izabele Renata disse:

      Temos um paradigma aqui, não sei o que dizer mais.

    2. Raquel Bandeira disse:

      Muito boa a sua problematização. Sinto muito por saber que você limita o que veste pelo medo, mas te entendo. Espero que algum dia todas as mulheres possam usar o que quiserem (justo ou largo, curto ou comprido) sem se preocupar com o medo ou com o julgamento.

  2. a isa disse:

    oi, nina, adorei a matéria! mas senti falta de mulheres negras nas fotos…

  3. Maria Cláudia Senna disse:

    Acho lindo PODER usar esse tipo de roupa… considero empoderamento sim, porque o que esperam de nós é exatamente o oposto… e desafiar a lógica, o censo comum, as imposições bestas que nos fazem é a melhor sensação de PODER! Eu sou Arquiteta… e na minha área o glamour é o que mais conta, aparências, fachadas… já perceberam? Visual é o mais importante. Pensam assim: “se aquela arquiteta não sabe nem escolher uma roupa decente pra vestir, como pode ter bom gosto pra fazer a minha casa?”. Sério, é bem isso. Adoro ser eu mesma, ser diferente desse padrãozinho… adoro isso! ;)

    http://www.mariaclaudiasenna.com

  4. Juliana Nogueira disse:

    Nina, você sabe que na minha adolescência nos anos 90, senti inúmeras vezes repressão das amigas, porque ia pra balada de tênis, porque não estava maquiada com sombra prata..sempre fui considerada a patinho feio da turma. Depois que me tornei adulta, as pessoas me vêem com personalidade, “exótica” e fora dos padrões por usar roupas que estão fora das vitrines, roupas de que eu me identifico e gosto e uso com prazer (e muitas vezes ainda uso roupas pelo simples fato de estar na moda – confesso que ainda não sou 100% empoderada). Me casei há 1 ano, e na primeira prova do cabelo e maquiagem, tive estranhamento porque minha maquiagem era muito “pobrinha” pra uma noiva. “A noiva tem que brilhar mais que todo mundo”, o meu vestido (que na verdade foi saia e blusa) não era um tomara que caia ou sereia, como assim? “É o dia mais importante da sua vida, você tem que estar linda!” . As pessoas acham que o casamento é um dia pra se fantasiar: você nunca usou maquiagem e no dia do casamento faz uma make forte, coloca mega hair, usa salto 15 e se esquecem que “no dia mais importante da sua vida” você tem que estar bem, confortável e principalmente feliz.

  5. Kalany Ballardin disse:

    queria ver fotos de mulheres gordas usando esses exemplos! sinto que é um padrão que cai bem nas magras apenas :(

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