Comportamento

The True Cost: Uma reflexão sobre a indústria têxtil

  • Cris

    Este tema é muito complicado para ser tratato de forma tão simplista. Se vc for para a China ficara chocada com o número de pessoas trabalhando para grandes marcas que de barato não tem nada. Para falar a sério sobre o tema seria preciso uma grande reportagem com muita investigação. Neste universo nem tudo é como parece ser.

    • Iana Villela Cotta

      Discordo bastante, Cris. Muito antes de se falar em Bangladesh, já se sabia das condições de trabalho na China e a exploração de grandes marcas também não é novidade. Não à toa as etiquetas “made in china” foram as primeiras a serem vilanizadas na Nike, na Zara e etc.

      Documentários, visitas e grandes reportagens sobre o assunto existem aos momentos por aí (basta ver o indicado no post) e é só dar uma olhada na Forbes para ver que o dono da Zara virou o segundo homem mais rico do mundo. Pagando justamente é que não foi.

      A questão que esse texto trás não é a das grandes fábricas. É a NOSSA questão. É a gente preferir fechar o olho, não se questionar sobre a procedência da roupa, não se negar a comprar um maiô de U$6 por pura vaidade – enquanto isso destroi vidas.

      A questão é a gente achar que está celebrando o empoderamento quando na verdade não está questionando as próprias escolhas perante uma indústria que tão sabidamente explora a mão de obra feminina.

      É um exercício de olhar interno – e não externo – e, para isso ou para qualquer forma de conscientização, eu não acho que seja preciso uma grande reportagem. Qualquer passo, na direção certa, é bem-vindo. Um beijo.

  • Rosangela

    É um assunto muito complexo! As roupas de hoje de grife ou nao,nao tem mais a mesma qualidade. E que voce mi diz dos blogs? Que a grande maioria é so pura ostentaçao! Tudo influencia a esse consumo esfrenato! Um abraço e gosto muito do seu blog.

  • Ana Cláudia

    Complicado… Porque até as grandes marcas usufruem desse tipo de trabalho! E ainda cobram caríssimo pela peça, mesmo tendo explorado quem produziu… O mercado da moda ta mais pra escravos da moda, literalmente…

  • Ingrid Abbade

    e eu que nem sei que maiô é esse

  • Laura A A

    Fiquei curiosa, quais países tiveram sua produção de roupas dizimada pelo alto volume de doações? Onde acho mais infos a respeito? Obrigada,

    • no True Cost eles mostram como isso acontece num país aqui da América Central. as industrias locais quebraram, uma tristeza sem fim :( principalmente pela perda da cultura de moda local. Aqui acontece um pouco disso com as rendeiras do Nordeste… Se a gente nao comecar a fazer algo pra preservar as rendas do Nordeste elas vao se perder…

  • Nattany Martins

    Antes eu me perguntava: se não comprar das lojas de departamento (pelos preços acessíveis) nem das grandes lojas como Zara (pelos preços absurdos) compraremos aonde?
    Depois de um tempo, percebi que existem alternativas maravilhosas como os brechós. Quando a gente consome em brechó, geralmente compramos o que as pessoas descartaram como lixo. É uma forma de reciclar. Fora que as roupas precisam de ajustes, assim você fortalece o trabalho das costureiras de bairro.
    A gente pode também comprar tecidos e mandar fazer, mais uma vez valorizando o trabalho da costureira. Assim como podemos encontrar marcas pessoais, tipo a da Carol Burgo. É claro que não encontraremos blusinhas de 15 reais, mas teremos peças exclusivas que pagam as pessoas que o confeccionaram. Foi citado também as rendeiras do Nordeste… A gente sempre acha uma medida de ser mais consciente.

    http://www.nattanymartins.com.br

    Beeeijos Nattany Martins

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